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~Lah-chan - Jornal


O diário de Anne Frank

Postado em 30/03/2008 às 00:06

Vamos refletir, queridos?


- Como estou sem nada para fazer, resolvi postar este jornal, que acho que será até bom para que algumas pessoas, que acham que sua vida está um lixo, cheio de problemas, reflitam.

- Já aviso que este jornal não tem nada aver com Animes ou mangás



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No Natal passado eu ganhei um livro. O Diário de Anne Frank.

Não levei muita fé nesse livro quando o ganhei. Era apenas um diário de uma garota. Mas não era só isso. O Diário de Anne Frank fala da vida de uma garota judia que foi obrigada a se esconder no sótão de uma casa, por causa do Holocausto.

*Para quem não sabe, o Holocausto foi a perseguição aos Judeus. Um ato abominável, feito pelas mais terríveis criaturas que já existiram, os Nazistas.

Anne manteve um diário entre 12 de junho de 1942 e 1° de agosto de 1944. No qual ela fala sobre suas experiências, suas mágoas e seus pequenos momentos de alegria no Anexo Secreto.


*Anne e sua família foram se esconder no dia 9 de julho de 1942.


O que mais impressiona nesse livro e a fé que Anne tem na vida, na fé que ela tem que vai sair de lá e poder andar livremente pelas ruas. Isso nos faz pensar, uma garota que teve que fugir da morte durante anos, com pessoas diferentes, sem poder sair, sem falar muito alto, sem abrir as janelas etc, faz com que nossos problemas pareçam besteiras.


Aqui estão duas citações de Anne:


Não poder sair me deixa mais chateada do que posso dizer e me sinto aterrorizada com a possibilidade de nosso esconderijo ser descoberto e sermos mortos a tiros. Esta, claro, é uma perspectiva muito desanimadora.”





Domingo, 2 de maio de 1943


“Quando penso em nossas vidas aqui, geralmente chego à conclusão de que vivemos num paraíso, comparados aos judeus que não estão escondidos. Do mesmo modo, mais tarde, quando tudo voltar ao normal, provavelmente vou ficar me perguntando como é que nós, que sempre vivemos tão confortavelmente, pudemos afundar tanto. Estou falando com relação às boas maneiras. Por exemplo, a mesma toalha cobre a mesa de jantar desde que estamos aqui. Depois de tanto uso, é difícil achar partes que estejam sem manchas. Eu faço o máximo para limpá-la, mas como o pano de pratos também foi comprado antes de nos esconder e consiste em mais buracos do que pano, está uma tarefa inútil. Os van Daan estão durante todo o inverno na mesma colcha de flanela, que não pode ser lavada por que todo o sabão em pó é racionado e escasso. Além disso, a qualidade da colcha é tão ruim que ela está praticamente inútil. Papai anda com calças puídas e sua gravata também dá sinais de gasto. A cinta de mamãe arrebentou hoje e não tem conserto, enquanto Margot (irmã mais velha de Anne) usa um sutiã dois números menor do que deveria. Mamãe e Margot compartilham as mesmas três camisetas durante todo o inverno e a minha é tão pequena que nem cobre o estômago. Todas essas coisas podem ser superadas, mas algumas vezes eu me pergunto: como é que nós, cujas posses - desde minhas calcinhas até o pincel de barba do papai - estão tão velhas e gastas, esperamos conquistar a mesma posição que tínhamos antes da guerra?”

Nessas duas citações podemos ver a situação que os moradores do Anexo enfrentam. Eu penso: “E se fosse eu?”

E se fossemos nós que estivéssemos lá, teríamos a mesma vontade de viver que Anne tem, ou correríamos da vida e esperássemos a morte bater a nossa porta?

Se você tivesse que escolher: Passar dois anos num sótão com medo da morte, ou enfrentar os seus problemas atuais?




Eu não sei vocês, mas eu refleti muito com esse livro. Se você puder pedir para o seu pai ou sua mãe que o comprem, peçam.

Eu também não sei se esse livro surtirá tanto efeito de reflexão com vocês, mas pensem, pra que fazer tempestade num copo d’água?


Mas digo que, comigo, esse livro “bateu fundo” porque eu me coloquei no lugar da Anne e dou graças a Deus por não ter nascido há 60 anos atrás, já que sou judia. Eu ficaria louca.


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